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Nos últimos meses, na Europa e em países do leste asiático…

A questão da expansão do vírus Influenza A(H3N2), subclado K, recebeu maior atenção e monitoramento. Recentemente, foi publicada uma nota técnica pela OPAS/OMS, detalhando a movimentação do vírus e seus possíveis impactos para o continente americano.
Importante observar que, apesar do aumento de casos, não houve aumento da gravidade clínica, seja em internações, pacientes de UTI ou óbitos.
Entretanto, à luz da experiência acumulada nas últimas décadas no enfrentamento desse vírus, as temporadas dominadas por A(H3N2) devem ser observadas de perto, principalmente na população idosa.
Quero destacar aqui um dado que considero importante: apesar das mutações antigênicas que foram observadas no subclado K, os dados anteriores da efetividade da vacina permanecem consistentes, indicando uma importante proteção contra hospitalizações em geral. 
Ou seja, na prática, isso reforça o que é incontestável do ponto de vista científico: a vacinação da população, a vigilância genômica e a produção das vacinas atualizadas, bem como o tratamento adequado, continuam sendo a melhor abordagem na prevenção de epidemias de Influenza.  
Para nós, que atuamos diariamente com este vírus, o cenário atual não pede alarmismo, mas sim, uma oportunidade de se antecipar de forma qualificada.
Se manter informado, interpretar os cenários corretamente e ajustar a conduta clínica com base evidencial, diminuindo os ruídos e aplicando o tratamento mais oportuno no dia a dia, talvez seja a maior responsabilidade médica nessa temporada de fim de 2025 e início de 2026.